domingo, 24 de outubro de 2010

Mediocre(dade)


Nenhuma sacada genial, nem bestial pra terminar a frase;
Profundamente em paz.
O nexo aqui jaz.
RF

Só o que estiver ao alcance?


E se o alcance não for possível e o possível não for o alcance?
Será o alcance subordinado à possibilidade e o alcançavel à chance?
RF

sábado, 2 de outubro de 2010

Tempestade mental do sofista clichê



Era uma tarde de sábado... "Era" porque geralmente é assim que se começa uma história e sábado porque eu gosto de sábados.
Mas poderia ser uma terça-feira daquelas que se "convertem em manhãs de domingo" . Se bem que terça-feira é muito longe do fim de semana e domingo é muito perto de segunda.
É complicado... A não ser que você trabalhe no domingo e folgue na terça. Dai você certamente preferirá a terça.
Agora... E se você gostar de trabalhar? Minha mãe dizia que engrandece o homem, ou alguma coisa assim...
Enfim, era a merda de uma tarde de sábado sim! Ok? Consenso? Obrigado. Voltando.
Tantantã coisa e tal e tal e coisa, na tarde de sábado o vovô viu a uva e naquele momento descobriu que era o sujeito da sua oração.
A uva? Mero objeto! Direto tamanha frieza da reflexão mórbida e cruel daquela gramática.
Beleza, precisa também de uma moral. Inventa uma aí pra mim, tô no meio de uma aula nesse absoluto instante.
Posso adiantando que naquela tarde de sábado, que não era um terça-feira convertida em manhã de domingo, o vovô, sujeito da nossa oração, fruto da criatividade das divagações filosóficas de uma gramática novíssima pensava na morte da bezerra que foi pro brejo com a vaca amarela que comeu toda bosta dela.
Mais um "que" pra não perder o costume e a professora de português (não) reclamar.
Fim. Acabou. Simples assim: não tem nada de complexo.
E a conclusão? "Era uma vez".
RF

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os olhos...


São dois globos cheios de sangue
e de sentidos,

Divagações para muito além
desses dois meros dísticos...
RF

Inquietação


É o que acontece quando a gente se lembra do tempo
E o tempo esquece da gente.
RF

A paixão...


Está em algum lugar entre a literatura teorizada
E a arte sentida.
RF

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

À uma amiga que disse que se tratavam de palavras vazias e já ditas



Me intriga a borracha!
Se, por um lado, apaga a palavra mal-tratada,
Desaparece, também, com a idéia recém-criada...
RF

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rimas e Verbos infames de um adeus com “a” minúsculo


Então é sério? É o nosso adeus?
Puxa, mas por que?
Se só o que fiz foi te bem querer?

Te mostrei minhas almas e autores,
Meus amores assustadores,
Meus clichês devastadores,
E até mesmo o pior de meus temores...

Se no plural nós éramos inseparáveis,
Tem certeza que seguirá no singular?
Se na subordinada a oração era quase sagrada
Prosseguirá mesmo na coordenada?

Aprendi a amar os seus defeitos
De pranto a brando chilique;
Gostei dos seus olhos encantadores, dos seus ardores
Até mesmo das suas dores...
...

Até mais então grande aprendiz
Teu nome prometo falar baixinho,
Vá em paz flor de Liz.


RF

Rimas e Verbos infames de um Adeus com "A" maiúsculo



Então é sério? É o nosso Adeus?
Bom... Que pena, terei saudades,
Só peço que não leve de mim só a ambigüidade
E talvez de você eu não leve só a sobriedade.

Mas dessa vez é de verdade?
Ou cê ta de “sacanagi”?

Por que exigiu mais de mim do que devia?
Te deixei claro, desde o início
que não passava de pura acefalia!

Da tão pura amizade, ainda exigia mais?
Talvez fosse, pois, um corvo
E se me dizias “volte pra suas hostes celestiais”
Retrucar-te-ia: “NUNCA MAIS”!

E porque falas de tolerância e paciência?
Quanto mudei nesses anos psicológicos todos?
Se de mim dizia que amava tanto,
Porque continuava a me machucar qual um bando de lobos?

“Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,”

Volte então pro seus umbrais
E de mim só espere pensamentos infernais!

RF

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tal vez ni yo lo sé



Ela disse aquilo de uma maneira tão frescamente estranha...
E justo em espanhol; mas por que?

Recuerdo como si fuera hoy,
sus ojos estaban llenos de agua y dolor.

Mas justo o que?
No le compreendía,¿pero yo lo debía?

La luna azul y bella; aquellos ojos pequeños, casi cerrados...
El brillo tan pesado...

E eu, friamente, só lhe disse:
QUE?.

RF

sábado, 26 de junho de 2010

Mágoa



"Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo!”
Eu disse, mas você não me escutou...
Podia ter gritado, xingado, berrado, escandalizado... Mas não,
foi só o que disse: é “pelo valor intrínseco do galináceo”.

E também você nada me respondeu,
apesar de eu tê-lo dito com toda a força de meus pulmões:
“Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo!”

Talvez seja esse um mero caso metafórico, onírico e, por vezes, surreal
pelo qual todos passamos... Não sei... Não sei...

Mas, de qualquer forma, se soubesse de alguma coisa, diria
que a única coisa real nessa ladainha toda,
é imaginar o quão triste é só querer o bem da pessoa
e ter que ver a ultima mordida indo goela abaixo!

Você provavelmente diria: “que besteira” ou até “idiota”.
Só poderia te responder:
“Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo.

RF

sábado, 29 de maio de 2010

Anúncio


Troca-se um senso-comum
por um pensamento novo, que não seja de nenhum
De preferência por um daqueles que nos faça viajar
E novos mundos nos possibilite desbravar.

RF e ERB

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Momento de devaneio itinerante
Epifania talvez parva
É preferivel ser uma metamorfose ambulante
do que uma eterna larva...
RF

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Elegante Egoísta


A quem confiarei o pecado de ser eu
tão orgulhoso de mim, tão alegre com o espelho?
A quem direi que da vaidade
gozo o de mais puro, perdido em seu seio?

E a quem falarei que dentre os demônios
o mais inquieto, infalível e mordaz
repousa não lá, mas cá
perdido num tormento voraz?

Imagino que a nínguem.
Já que o horror, o ego sem cor
mais terrível que o pior dragão
diante de si mesmo, só leva a perdição

Pois então, que repouse em paz,
semblante adormecido, triste.
Viaje perdido nos caminhos fúteis
E da alma, vê se me deixa livre!


RF

sábado, 3 de outubro de 2009

19!


Acabou os 18, e ai!?
Bom, acho que ainda estou aqui!

Mas diga, o que teve de bom?
Serve um aperto de mão?

Não, não, eu falo da experiência, do mundo...
Se eu ainda me chamasse Raimundo...

Enfim, e agora como vai ser?
Sei lá... Há muito o que fazer!

RF