quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Momento Marvin

Ano novo.
Ótimo, quem precisa de um velho?

RF

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Biografía

Rafael de Souza Bento Fernandes[1]

En 1990 se ganó el nobel de la literatura Octavio Paz, Argentina y Reino Unido llegaran a un acuerdo para establecer relaciones diplomáticas, Brasil estaba libre de la dictadura militar hacia dos años y yo nací.

No era un niño grande, en verdad algo flaco, ni tenía ojos azules o cabellos rubios. Era solo yo en el comienzo de mi historia.

Mi madre, Lucimara , con 26 años en la época, mi padre Natanael, con 31. Ella era hija de una familia de portugueses y brasileños y él vino de Espirito Santo. Tenía yo una hermana de 7 años y una perra que ya esta muerta hoy.

Algunas personas llaman a los años 90 de “década perdida” porque casi no tuvo ideologías. Es una cosa que no puedo decir. Recuerdo las historias de mi generación, como el famoso “bug del milenio”, las leyendas urbanas que me gustaban mucho cuando era más pequeño y los dibujos animados.

“Los Simpsons” fue uno que me ha marcado mucho además también las viñetas de “Mónica y su pandilla”. Así se pasó mi infancia: entre la tele y los libros- se conocía así el mundo en una ciudad hoy con 3.000 personas.

Cuando tenía 9 años salí de Ouro Verde do Oeste y vine a morar en Toledo, por acá me quedé la mayor parte de mi vida.

No ocurrió nada de muy especial hasta empezar la facultad. Bueno, claro que Freddie Mercury murió de AIDS, clonaron la oveja Dolly y fue ratificado el Mercosur en estos años, pero conmigo nada de especial.

A los 18 años empecé a hacer Letras y espero hacer muchas cosas de mi vida de aquí en adelante.



[1] Alumno del segundo año de Letras – Portugués/Español de la UNIOESTE.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Contos do velho Hã

-
Era uma vez uma que a menina dos olhos que não comia sagu, que não gostava do avô, mas que adorava orações subordinas adjetivas.
Um dia descobriu o sentido da vida, pouco depois de ser devorada por D. Chica.
O Gato-tô-tô, que não morreu-reu-reu admirou-se-se com o berrô que a garota deu!
Miau?


Esse textículo foi um oferecimento de:
-
















RF

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mariana Martin



Se não pode o impossível,
que pode se não o possível e o cárcere da realidade?
RF
Que morram reis abstratos de marfim
Hoje estou de devaneio
Vem você junto de mim!
Ps: Gosto pra caralho de você!

sábado, 6 de novembro de 2010

Lorazepam 2mg


Do antes

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa. Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia."

O coro

- Ei você, vem!
- Estamos aguardando
-Viemos cobra a dívida
(Voz não sai)

O corifeu

Vieste vós, vieste como?
Se aqui está, pergunto:
Vieste quando?

O EU

"Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios."

Do espaço

O quarto é frio, escuro e pequeno, as vezes quente, iluminado e grande. O corpo é abstrato, as vozes são outras e sempre outras...

Do fim

As cores brilhantes, mornas e calmas, pesam aos poucos... Vão apertando e girando e se modificando e se materializando.

Aos poucos vem chegando
E a loucura se aproximando
Será vós um espectro ambulando
Ou uma pessoa agonizando?

RF

domingo, 24 de outubro de 2010

Apropriado


Completamente sem inspiração
e sem saco pra escrever;
Obrigação ou não só digo:
Não há nada pra se compreender!

Teria lógica saber de mil autores,
receber as letras e as literaturas
se, por fim, o que existe é um desejo vil:
que vá pra puta que te pariu!

De interpretações mil,
laterais conflitantes e sadismo verbal...
Lá vem a rima mortal:
Bobona sem sal!
RF

Mediocre(dade)


Nenhuma sacada genial, nem bestial pra terminar a frase;
Profundamente em paz.
O nexo aqui jaz.
RF

Só o que estiver ao alcance?


E se o alcance não for possível e o possível não for o alcance?
Será o alcance subordinado à possibilidade e o alcançavel à chance?
RF

sábado, 2 de outubro de 2010

Tempestade mental do sofista clichê



Era uma tarde de sábado... "Era" porque geralmente é assim que se começa uma história e sábado porque eu gosto de sábados.
Mas poderia ser uma terça-feira daquelas que se "convertem em manhãs de domingo" . Se bem que terça-feira é muito longe do fim de semana e domingo é muito perto de segunda.
É complicado... A não ser que você trabalhe no domingo e folgue na terça. Dai você certamente preferirá a terça.
Agora... E se você gostar de trabalhar? Minha mãe dizia que engrandece o homem, ou alguma coisa assim...
Enfim, era a merda de uma tarde de sábado sim! Ok? Consenso? Obrigado. Voltando.
Tantantã coisa e tal e tal e coisa, na tarde de sábado o vovô viu a uva e naquele momento descobriu que era o sujeito da sua oração.
A uva? Mero objeto! Direto tamanha frieza da reflexão mórbida e cruel daquela gramática.
Beleza, precisa também de uma moral. Inventa uma aí pra mim, tô no meio de uma aula nesse absoluto instante.
Posso adiantando que naquela tarde de sábado, que não era um terça-feira convertida em manhã de domingo, o vovô, sujeito da nossa oração, fruto da criatividade das divagações filosóficas de uma gramática novíssima pensava na morte da bezerra que foi pro brejo com a vaca amarela que comeu toda bosta dela.
Mais um "que" pra não perder o costume e a professora de português (não) reclamar.
Fim. Acabou. Simples assim: não tem nada de complexo.
E a conclusão? "Era uma vez".
RF

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os olhos...


São dois globos cheios de sangue
e de sentidos,

Divagações para muito além
desses dois meros dísticos...
RF

Inquietação


É o que acontece quando a gente se lembra do tempo
E o tempo esquece da gente.
RF

A paixão...


Está em algum lugar entre a literatura teorizada
E a arte sentida.
RF

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

À uma amiga que disse que se tratavam de palavras vazias e já ditas



Me intriga a borracha!
Se, por um lado, apaga a palavra mal-tratada,
Desaparece, também, com a idéia recém-criada...
RF

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rimas e Verbos infames de um adeus com “a” minúsculo


Então é sério? É o nosso adeus?
Puxa, mas por que?
Se só o que fiz foi te bem querer?

Te mostrei minhas almas e autores,
Meus amores assustadores,
Meus clichês devastadores,
E até mesmo o pior de meus temores...

Se no plural nós éramos inseparáveis,
Tem certeza que seguirá no singular?
Se na subordinada a oração era quase sagrada
Prosseguirá mesmo na coordenada?

Aprendi a amar os seus defeitos
De pranto a brando chilique;
Gostei dos seus olhos encantadores, dos seus ardores
Até mesmo das suas dores...
...

Até mais então grande aprendiz
Teu nome prometo falar baixinho,
Vá em paz flor de Liz.


RF

Rimas e Verbos infames de um Adeus com "A" maiúsculo



Então é sério? É o nosso Adeus?
Bom... Que pena, terei saudades,
Só peço que não leve de mim só a ambigüidade
E talvez de você eu não leve só a sobriedade.

Mas dessa vez é de verdade?
Ou cê ta de “sacanagi”?

Por que exigiu mais de mim do que devia?
Te deixei claro, desde o início
que não passava de pura acefalia!

Da tão pura amizade, ainda exigia mais?
Talvez fosse, pois, um corvo
E se me dizias “volte pra suas hostes celestiais”
Retrucar-te-ia: “NUNCA MAIS”!

E porque falas de tolerância e paciência?
Quanto mudei nesses anos psicológicos todos?
Se de mim dizia que amava tanto,
Porque continuava a me machucar qual um bando de lobos?

“Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,”

Volte então pro seus umbrais
E de mim só espere pensamentos infernais!

RF

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tal vez ni yo lo sé



Ela disse aquilo de uma maneira tão frescamente estranha...
E justo em espanhol; mas por que?

Recuerdo como si fuera hoy,
sus ojos estaban llenos de agua y dolor.

Mas justo o que?
No le compreendía,¿pero yo lo debía?

La luna azul y bella; aquellos ojos pequeños, casi cerrados...
El brillo tan pesado...

E eu, friamente, só lhe disse:
QUE?.

RF

sábado, 26 de junho de 2010

Mágoa



"Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo!”
Eu disse, mas você não me escutou...
Podia ter gritado, xingado, berrado, escandalizado... Mas não,
foi só o que disse: é “pelo valor intrínseco do galináceo”.

E também você nada me respondeu,
apesar de eu tê-lo dito com toda a força de meus pulmões:
“Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo!”

Talvez seja esse um mero caso metafórico, onírico e, por vezes, surreal
pelo qual todos passamos... Não sei... Não sei...

Mas, de qualquer forma, se soubesse de alguma coisa, diria
que a única coisa real nessa ladainha toda,
é imaginar o quão triste é só querer o bem da pessoa
e ter que ver a ultima mordida indo goela abaixo!

Você provavelmente diria: “que besteira” ou até “idiota”.
Só poderia te responder:
“Não é pelo bico do bípede e sim pelo valor intrínseco do galináceo.

RF

sábado, 29 de maio de 2010

Anúncio


Troca-se um senso-comum
por um pensamento novo, que não seja de nenhum
De preferência por um daqueles que nos faça viajar
E novos mundos nos possibilite desbravar.

RF e ERB